A trajetória do atual presidente da Câmara dos Deputados, o
deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não deixa duvidas de sua competência
e compromisso com a democracia. Antes de ingressar na carreira política, na
presidência da TELERJ, antiga operadora do Sistema Telebrás, no Rio de Janeiro
foi o responsável pela implantação da telefonia celular no Brasil.
Eleito deputado estadual em 2001, pelo PPB, em 2002 já era
deputado federal se reelegendo em 2006 já pelo PMDB. Em 2010, conseguiu a
expressiva votação de 150.616 votos tornando-se o quinto deputado federal mais
votado do Rio. Em 2014 outra marca histórica: 232.708 votos, sendo o terceiro
federal mais votado.
Como articulador político, Eduardo Cunha circula em todas as
comissões da Câmara, onde foi presidente das comissões de Constituição, Justiça
e Cidadania e de Finanças e Tributação da Câmara. Líder do PMDB, entre 2013 e
2015 foi eleito presidente da Câmara.
Ao assumir, Cunha prometeu uma Câmara altiva, independente e, sobretudo, atendendo aos
anseios da sociedade. Para se ter uma noção o ritmo de votações imposto por ele
é o mais rápido das duas últimas décadas. Nos cinco primeiros meses da atual
legislatura, os deputados votaram 121 vezes no plenário – o triplo do que no
mesmo período de 2011, no início do primeiro mandato da presidente Dilma
Rousseff.
Ao perceber o enfraquecimento da
influência do Palácio do Planalto na definição das pautas do Legislativo.
Eduardo Cunha resgatou das gavetas do Congresso pautas “incômodas para a
presidente Dilma”, dentre as quais a da elevação da idade limite para a
aposentadoria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a questão da
terceirização de empresas, a reforma política e a redução da maioridade penal.

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